Foi um ano farto de rodas, mas como jogador. Minhas experiências como GM foram poucas e não foram boas. Fading Suns caiu de minha graça, com duas rodas em que o resultado não foi bom para nenhuma delas, uma das duas particularmente não gostei de ter mestrado: o sistema era pior do que eu lembrava e a ambientação, uma das coisas mais antipáticas como não o percebia assim. No segundo semestre apenas mestrei FS mais 2 vezes, e encerremos essa participação.
No segundo semestre de 2024, contabilizo 103 sessões como jogador, e vamos à elas.
E na nossa Corrida Maluca de rpgs, em 2024.2; Anima: Beyond Fantasy pulou para de 2 para 15 sessões, empatando com Mutant Year Zero, que de 10 passou para 15 sessões. Os contos atlantes de Hero System e a retomada da Guarda Real nasceram e empataram com 13 sessões cada. Changeling: the Dreaming foi de 13 para 11 sessões, Mage: the Awakening de 16 tivemos 10 sessões, e Changeling: the Lost foi de 13 para 6. Werewolf: the Apocalypse estreou neste semestre e já tem 6 sessões, V5 só participei de 5, a finada EarthDawn em 4 e, infelizmente V20 só tivemos 3 até agora e a de Conan: Adventures in an Age Undreamed Of participei somente de 2.
Os resultados finais, de dois semestres? 168 sessões como jogador. Nunca antes, na história deste rpgista.
As colocações (rodas que ficaram no primeiro semestre apenas são referenciadas), dentre 19 rpgs diferentes (ou quase: V20 e V5 contam à parte? Enfim) foram:
Mage: the Awakening 26 sessões
M:tAw na campanha atual foi a que mais me estimulou a criatividade, com alguns textos/diários-ou-quase de Lucian (Obrimos/Mysterium) havendo sido escritos. Arriscado dizer, mas sinto que é meu main, digamos. Ele teve, além das sessões registradas, participações em cenas na atualidade relacionadas aos jogos de HS, junto com seu até então único companheiro pc de cabal, mas que não registrei aqui, durante uma ótima sequência se passando em um simpósio do Misteryum de NY, onde uma cabal de arqueomantes apresentava a tradução de achados atlantes, gerando muita controvérsia - achados ligados diretamente à roda épica atlante de HS.
Ultimamente, da roda original, tenho jogado solo com ele, o que tem sido excelente, pela mudança de tema em prol de seu legado, fortemente inspirado em Doctor Who.
Rica em npcs e role-play, a campanha multi-rodas Cidades Fantasmas, ambientada em NY, segue com vistas promissoras em 2025.
The Unlikely Doctor
Mutant: Year Zero 25
Changeling: the Dreaming 24
Uma de minhas rodas favoritas desde o outro ano, o GM acena com outra ambientação de próprio cunho, para jogarmos no mesmo dia que esta. Ok, já joguei em um universo dele, ele é muito bom, nele confiamos, mas... este C:tD já mora em nossos corações. Mas, considerando que, segundo o próprio, ele não sabe como encerrar a trama - só vive abrindo plot atrás de plot -, talvez não tenhamos que nos preocupar tão cedo.
Afinal, voltamos do Sonhar Profundo onde encontramos nosso futuro freehold, tivemos que recuperar 13 meses que estivemos fora devido às discrepâncias temporais do Sonhar ao mesmo tempo que tivemos que sobreviver à politicagem sobre o que fazer com nosso achado, legalmente o mantivemos, enfrentamos espíritos vingativos, começamos o processo de inaugurar uma nova Casa Nobre, vimos o nascer de uma ameaça futura tão na base da crença negativa das pessoas que nossa melhor arma é crer na positividade da mesma ameaça (essa sessão foi muito psicodélica - como se nos faltasse), e, entre outras tantas e boas, vimos as peças se prepararem no tabuleiro de um autêntico retorno do rei - Arthur, ainda por cima: e nada disso foi concluído. :)
Changeling: the Lost 19
Sempre me deu a impressão de ser uma roda menor junto à irmã M:tAw na mesma campanha das Cidades Fantasmas, mas nunca deixou de ter um charme próprio. Gareth Langström, o relutante helldiver foi feito para ser o cara de cultura geral/ocultismo do grupo, não diferente de alguns tantos que fiz e faço, mas a semelhança com Lucian foi diluindo com o passar das sessões.
Anima: Beyond Fantasy 17
Nunca pensei que fosse jogar, após 3 décadas maldizendo o original, um retroclone de Rolemaster. Pagar pela língua, eu? Pois é. Mas, como sempre ressalto, a roda que fizemos de adoráveis trapaceiros é divertidíssima, e a GM seguiu nosso estilo. Sho'Vak o alto-turak weaponmaster é meio caladão mas sempre pode ser contado sua presença.
Guarda Real 13
Retomamos após o descanso de Wakeriders e minha mestragem de Fading Suns, e foi bom ter Sava o Arquimago de volta. Houve uma pausa, agora em dezembro, mas devemos voltar em 25.
Hero System 13
Um sistema que não revia desde os anos 90 hospedou o lado épico da campanha de M:tAw, focalizado na própria Atlântida - ou, uma de suas versões -, em que eu e outros dois jogadores fazíamos semideuses sob o panteão atlante conforme o módulo The Atlantean Age, todos meio-irmãos por parte de mãe. Ter feito Daskalios, filho do deus do conhecimento e da magia Orikailos foi extremamente divertido, com falas improvisadas de toda a canastrice megalômana howardiana que eu conseguia pensar.
O GM aventou a possibilidade do trio de personagens voltar, em outras era/versões. Tomara.
Werewolf: the Apocalypse (20th Anniversary edition) 6
Na mesma São Francisco de V20, com quase todo o mesmo elenco, é outra roda extremamente divertida, de uma pack constituída de veteranos (rank 2, todos, o alfa em 3) de suas próprias desgraças, não por um acácio chamados Underdogs. Justiça Laser é o segundo Glass Walker que eu faço, do auspício Philodox, embora com seu braço biônico e Grand Klaive tenha a vocação para um autêntico Lua Cheia.
Vampire: the Masquerade (5th edition) 5
É a reciclagem, pela GM, de outra tentativa que houve problemas entre outros jogadores de antes. Passa-se em Detroit, em uma ambientação bem extra-oficial, onde as massas conhecem os seres sobrenaturais após um evento cataclísmico que nem a Tecnocracia conseguiu varrer para baixo dos panos. O convívio é inspirado em séries como True Blood, meu personagem é um ex-investigador policial que agora trabalha para a Aliança, um consórcio inter-sobrenatural que gerencia da diplomacia ao merchandising à produção de sangue sintético. John Conrad, Tremere da Casa Carna, talvez um pouco sisudo demais para o que era a roda, mas faz parte.
EarthDawn 4
Bom rever um jogo que apenas brevemente joguei lá pelos anos 90, ainda que de forma reduzida e mais mecânica. Dessa vez, entretanto, devo dizer que não gostei muito do sistema.
Dungeons & Dragons 5e - Descida em Avernos 3
Vampire: the Masquerade (20th Anniversary edition) 3
Irmã mais velha mas menos jogada que a de W:tA, os personagens também são veteranos, com uma pontuação até superior às do outro jogo, com ancillas de mais de 100 anos de idade, Abraçados logo após o incêndio da cidade do início do Século XX; organizados em uma coterie com fins de renovar a cidade. Edwin Prescott, do Clã Tremere, é um cara estranhamente gente boa, em um mundo de víboras e víboras tremerianas...
Wakeriders: 2
Conan: Adventures in an Age Undreamed Of 2
É, pois é.
Exalted, Blade Runner, Kilombo, Muito Abaixo do Oceano, Alien, TMNT 1
Essas últimas rodas não chegaram a marcar no meu imaginário, infelizmente, por terem sido apenas de uma sessão - salvo TMNT, em que Ottiz chegou a ser desenhado e bem esperado para a campanha que nunca aconteceu, assim como Ula a Bruxa do Mar, já do outro ano, para o GM de Exalted testar as águas - mas não foi desta vez.
Então, do elenco final de 2024, temos Lucian (M:tAw), Jorge (C:tD), Gareth (C:tL), Sava (GR), Edwin (V20), John Conrad (V5) pelo time nerd fedido intelectual; e Sho'Vak (ABF), Tranco (MYZ) e Justiça Laser (W:tA) e Montanha do Sul (Scion) do time tosco de combate. Para um pessoal mais ponderado (?), Veselin (ED) e Xarilan (D&D). Eu gosto de jogar em contraste, via de regra. Apenas lamento pelos personagens que rodaram pouco por rodas que não vingaram, mas faz parte do jogo.
Afinal, há jogos que, digamos, are not meant to be.
Earthdawn teve uma sessão a menos do que se pretendia, devido à desistência de um dos jogadores logo no final, e não voltamos. Era uma aventura pronta, mais para 'tapar buraco' entre arcos de outras campanhas, da mesma roda. Velesin estava divertido, mas não fará falta.
Scion teve problemas de fluência como mesas por texto costumam ter, e questões do GM acabaram cancelando o jogo. Acho que ele aventou uma possibilidade de retorno neste dezembro, but so far, so nada. R. I. P., até segunda ordem, receio. Não é dessa vez que aproveito o conceito de Montanha do Sul, que surgiu em uma antiga mesa minha de Aberrant como npc.
Conan 2d20 e V5 apenas não deram certo comigo, por motivos entre uma mecânica que não gostei e estilos de jogo que realmente não são minha praia: as rodas continuam, que divirtam bastante os envolvidos. Whatshisname e John Conrad, agradecimentos, mesmo assim, tal como, é claro, aos respectivos GMs.
Pena, era até divertido observar a mecânica do Story-Teller System tanto do V20 como do V5 nos casos de Prescott e Conrad, dois Tremere, por mais que pesasse a diferença da pontuação (bem avançada e inicial, respectivamente). Talvez consiga ver isso ano que vem com W:tA e Werewolf: the Forsaken, caso essa roda ocorra (no mesmo universo das Cidades Fantasmas).
Falando em ano que vem, talvez haja a oportunidade de embarcar em outro rpg jurássico, Rifts, que aproveitarei para fazer outro personagem dragão, e atualizar as impressões neste post aqui. Apotheosis Drive X e Mindjammer, ambientes de Fate, também aventados como possibilidades.
Ainda há conversas não firmadas sobre outra roda ou de Mage: the Ascension ou outra de Changeling: the Dreaming pelo GM de W:tA e V20, na mesma São Francisco de campanha. Mas nada, nada certo.
De preferências pessoais, gostaria de voltar a jogar Exalted, mas por enquanto é pedir um pouco demais.
Vamos ver o que o ano novo nos traz.
Um Feliz 2025 a todos!
2o semestre - M
FS 2