domingo, 28 de dezembro de 2025

Balanço de 2025

127 partidas de RPG neste ano de 2026, salvo conta errada. 

Mutant: Year Zero - 27 partidas. Foi o jogo que mais joguei neste ainda 2025, mantendo o mesmo personagem. Tranco começou como Brutamonte, e, hoje em dia, é um dos Chefões na nossa arca. Nada mal para um sistema que prevê rápida rotatividade de personagens... seguindo-se de:

Changeling: the Dreaming - 24 sessões. Foram duas campanhas na mesma continuidade, com os pcs da 1a campanha havendo se tornado NPCs. Relembrando, foi uma decisão nossa, pois estavam se tornando importantes demais, no nível manda-chuva/questgiver. Então, por que não oficializar e aproveitar mais do cenário? Sir Max havia aparecido para uma única sessão na primeira campanha, e pra mim foi natural reaproveitá-lo aqui, assim como fez a jogadora de Alex, seu fiel escudeiro pessoal e melhor amigo. Engraçado o contraste entre Jorge, o Qarim da primeira campanha e Max, Sidhe arcadiano: no que um tem de intelectual, o outro tem de guerreiro. Apenas não se confunda os papéis.

Werewolf: the Apocalypse - 23 sessões (22 como jogador, +1 como GM). A morte de Justiça-Laser (philodox dos Glass Walkers) foi um saco, sem dúvida, embora seus plots ocasionalmente germinem e tenham a chance de vingar até hoje. Mas não posso reclamar de Proteus (theurge dos GW), um dos personagens mais divertidos que já criei: de origem lupus (que nunca pensei que jogaria), do campo dos cyber dogs e com uma pecha para armas, com uma faísca criativa irrequieta e - ancestral? Foi o personagem que passou a me inspirar para escrever e pensar em plots próprios pra sugerir ao GM.

De forma que o trio (e meio) parada-dura, formado por Tranco, Jorge Amim Medjalani/Sir Drachenkrieger e Proteus, sobe ao pódio para receber quaisquer dúbios louros pelo feito. Em seguida...

Dungeons & Dragons - 12 sessões. Pena que desentendimento em campo tenha levado embora, inesperadamente, essa chance de jogar Lost Mine of Phandelver após 12 sessões sem atrito nenhum. Claro, eu sei que a coisa mais fácil de se achar é uma roda com essa campanha, mas, ainda assim, o paladino Arthlas, pouco mais (?) que um amontoado de modificadores, estava divertido de se jogar.  

Mage: the Awakening - 9 sessões. É sempre chato ver a aposentadoria de alguns personagens. Lucian do Mysterium foi o caso. Eu o tive como main, se é que isso é possível em rpg, por um tempo, dado o número de pequenos contos que escrevi baseado nele e plots derivados. É da natureza das rodas etc. etc. etc. Serviu para me apresentar, também, a esse rpg, que espero um dia poder voltar a jogar.

Marvel Universe - 7 sessões. Uma campanha muito doida e divertida, com personagens Marvel a granel por 'episódio', juntou a convivência forçada de duas almas fundidas: a do arqueólogo/dublê de malandro "Arizona" Yones e o nephelim Zraxael. Vejamos se haverá algum desdobramento algum dia.  

Blade Runner e Dark Ages: Mage - 4 sessões cada. Havia jogado BR uma única vez, mas sabem aquela sessão que ficou tudo tão legal que quem jogou se lembra dela anos depois? Vem sendo o caso, e ter tido a chance de jogar novamente foi ótimo. O rpg de Blade Runner é um que eu posso recomendar. Fiz, dessa vez, um enforcer humano veterano, Donal Cosgrove ("Ei, Freakazoide..."), baseado no visual do detetive Harvey Bullock na série Gotham, interpretado pelo ator Donal Logue.

Dom Maurice de Lyon, Mestre da esfera de Espírito, me saiu bem interessante. No rank de bispo da Igreja Católica, é padre franciscano, e enquanto Desperto, das Vozes Messiânicas, uma espécie de  proto-Coro Celestial, da época do cenário. Espero que não demore para voltarmos a jogar.

Cyberpunk RedVampire the Masquerade (4th ed/V20) - 3 sessões cada. Muito legal conhecer a nova versão de Cyberpunk 2020, apesar do meu desconhecimento do game de sucesso. O corporate solo Matt "Mantis" ainda está para me dizer ao que veio; enquanto voltar a jogar com meu querido Edwin Prescott, o Tremere gente boa, sempre é um prazer.

A selfie do ano então seria constituída de Tranco, Jorge/Sir Drachenkrieger e Proteus em destaque; seguidos por Arthlas das Montanhas o Paladino, Lucian, Zraxael e Arizona Yones; Donal Cosgrove e Edwin Prescott, e a partir daí nenhum que me tenha deixado (ao menos, ainda) maior impressão - salvo o MHRP em que brevemente pude jogar com meu thanagariano, Ukron Rok - o Invasor. Mas foi uma circunstância  pelo aniversário de um dos jogadores. Talvez, ano que vem...

Muito Abaixo do Oceano - 2 sessões somente, sem maiores consequências, o que é uma pena em se considerando esse jogo. 

"1001 Noites", Coriolis, Cy_Borg, Draw Steel, Halequeen, M20, MHRP e Vaesen. - 1 sessão cada. Esses estão na base, em geral em jogos one-shot, ou que não me interessaram, meio por tédio, play-test ou em eventos. 

Correndo o risco de me repetir, foi chato ver a aposentadoria de alguns. Mesmo a ideia de reciclar conceitos não me satisfaz, pois, como jogador, sinto que estaria desperdiçando chances com o cenário por apego. Mas seria legal jogar com Lucian (M:tAw) novamente, algum dia. A ideia de 'main', como ano passado era Lucian, foi-se, talvez sobrando para o dito trio parada-dura, ao menos por volume de jogos - ainda que Proteus tenha me dado bastante inspiração para escrever, coisa que não acontece com os demais, salvo alguns diários da Zona, como proposto pelo GM.

Engraçado notar a geografia rpgística. Tirando terras mágicas (como a Zona de MYZ ou muito abaixo do oceano pós-apocalíptico de MAdO); em jogos de mais relevo figuraram o Rio de Janeiro (além de outros municípios fluminenses ocasionais) e Iguapé-SP (ambos em Changeling), São Francisco (W20 e 20, na mesma campanha), Detroit (V5 e BR) e Nova York (M:tAw e C:tL, idem).

E mestrei uma vez em 2025: Werewolf: the Apocalypse, em um jogo passado hj em dia no Rio de Janeiro. Vamos ver se emplaca em 2026.

E pra ano que vem, além de continuarmos os jogos melhor estabelecidos acima, ao menos; as perspectivas de novos jogos incluem um retorno a Fireborn (outro que joguei uma única vez e ficou na saudade), Pathfinder 2.0 e Shadowrun; além do encerramento de C:tD e o início do universo e sistema de jogo do mesmo GM, provisoriamente chamado '1001 Noites' conforme registrei agora em dezembro.

Que venha 2026!


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