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domingo, 28 de dezembro de 2025

MYZ de Ho, Ho, Ho!

No último MYZ do ano, voltamos do acampamento das feras mutantes com uma boa primeira impressão, e os ajudamos a reencontrar com outros que haviam se tornado aliados nossos algumas aventuras atrás. 

Na Arca, os humanos asilados nos presenteiam com a tradição de troca de presentes sob uma árvore. Mas como monumentos ou estátuas de árvores já deram problema anteriormente, um busão recauchutado foi decorado em prol da data. Tranco se dedica à culinária - um de seus vários hobbies - e desenvolve pratos realmente saborosos, especialmente para os humanos e seu apetite mais delicado.

"O pão começa a gritar."

Mas quando tentam fazer uma receita que os humanos trouxeram, "pão", um monstrengo sai de dentro do forno, tendo que ser contido por nossos heróis e resolvido pela comunidade armada: aquela cozinha nunca mais será a mesma.

E com uma cena rápida de amigo oculto entre pcs e npcs, encerramos a campanha neste ano - mais, ano que vem. :)

sábado, 6 de dezembro de 2025

Blade Runner - Fúria e Medo em Detroit

 Após os eventos do fim de campanha em Marte, nossos personagens foram transferidos para a unidade BR mais longe que encontraram: a Detroit apresentada deixa Los Angeles um lugar seguro e colhedor, e o Domo Marte, um autêntico paraíso perdido...

A unidade local é completamente suborçamentada, subequipada e quase subterrânea, com os carros da polícia sequer voando. De cara, o caso que nos coube é o de procurar 200 replicantes que escaparam de um grupo de 5000 originais que trabalhavam para a polícia e, por desconfiança popular, foram marcados para a aposentadoria. O cenário desenrolado é rico e cheio de 'áreas cinzentas', não bastassem as decisões atuais dos personagens, após terem passado pelo que passaram. De quebra, um certo rosto muito bem conhecido ligando ao plot dos dois filmes.

Mais, quando der, sendo esta uma roda filler.

Donal Cosgrove e Zooie Garcia, unidade Blade Runner.


sábado, 15 de novembro de 2025

Coriolis

 Fizemos pcs para Coriolis, space opera onde, no futuro, a Humanidade é caracterizada por uma cultura proeminentemente de semelhança às culturas árabes, espalhando-se pelas estrelas por uma rede de portais deixados eras antes por aliens desaparecidos - premissa já manjada, como Fading Suns nos mostra.

Uma dupla de exploradores, o arqueólogo Yoren al-Badir e a piloto Jen Argos, além do robô Six (NPC) é contratada para procurar novos mundos interessantes por um cientista, e encontramos um portal que levaria a um estranhíssimo mundo ao redor de uma estrela que não deveria existir, repleto de enigmas em linguagem matemática que levam a uma previsão de fim do mundo - em 8 anos.

Resolvendo que não deveríamos divulgar por aí, fomos embora, após dar um jeito de fechar o acesso - por assim dizer. Mas não é legal descobrir que estamos a soldo de um cientista maligno, que quer encontrar mais desse tipo de mistério...

Muito bacana.

Blade Runner - Despertar em Marte

Tumulto e tiroteio no QG de uma corporação opressora, onde postergamos o fim da colônia de Marte - mas os outros vilões, como nessas histórias, deram um jeito de se safar... com direito a revelações entre pcs e npcs próximos de quem era replicante!

Foi divertido o breve reinado do capitão interino Donal "DC" Cosgrove, unidade Blade Runner. Mas após tudo consumado, os pcs são mantidos em suspensão animada, até serem redescobertos milênios adiante, no mundo de Coriolis - hum, não mais, até uma próxima sessão, quem sabe um dia. :)

sábado, 8 de novembro de 2025

Blade Runner the Role-Playing Game

Fizemos personagens para Blade Runner, que jogara em 2023. Fiz Donal "DC" Cosgrove, um enforcer, old veteran, o outro jogador a techie novata Zooie Garcia, humanos - a princípio...

Na rolagem das tabelas de memórias e passado - recurso também existente em Cyberpunk 2020/Red/etc. , resultou em: 

When you were a young teen. The event defined your view of the adult world. Lost in a seething crowd in a loud, dimly lit nightclub. Your parent(s) shake your arms. You took part in a violent crime: killing your parents. You feel terrified about that. You recover Resolve only upon their tombstone.

Maneiro.

Tem um caso com a capitã da unidade, a idiota o ama - e provavelmente por isso não o mandou pra cadeia quando devia.

Sorteamos um caso, que começa quando cinco replicantes desligam após ouvirem desabafos de seus proprietários sobre memórias de suas vidas - e choraram um estranho líquido negro antes de morrerem... tudo para evoluir para uma conspiração envolvendo sabotagens do reator que mantém viva a colônia marciana, onde estamos jogando (o cenário do Domo Marte), terminando com o sequestro da gêmea da techie pelos vilões.

A ideia é uma mesa ocasional, mas já queremos jogar mais. 

Pega leve, Donnie...




quinta-feira, 20 de julho de 2023

Semana Year Zero Engine

No servidor brasileiro do Discord dedicado ao engine do Mutant Year Zero estão fazendo uma semana de jogos, one-shot, um diferente por dia, que utilize o sistema. Nesta terça foi a adaptação de Twilight 2000, que inclusive joguei no mesmo esquema meses atrás (o próprio MYZ, aliás). Este jogo é uma nova versão de um RPG veterano de 1984 pela Game Designers' Workshop, dentro da ficção pós-apocalíptica: era a vida nada glamourosa após a guerra nuclear em busca de recursos, onde o que radioatividade fazia era matar você - portanto, nada de superpoderes por mutação.

Assisti a partida, estava na fila de espera em caso de desistência. Pude ver que, prosseguindo na temática de RPGs centrados em sobrevivência, parece-me ser uma escolha natural ter o YZE adotado por esa ambientação. Da primeira vez que joguei, saíamos de nosso acampamento para um ponto onde ficava uma cidade abandonada em busca de recursos, se bem lembro. A sessão acabou no meio do caminho, transmitida pela Twitch.

Deu pra ver, e depois comentar, a diferença de takes deste para, por exemplo, MYZ, em que radiação ainda provoca poderes sobrenaturais, em contraste com T2000, conforme acima descrito, mais focado em sobrevivência e militaria.

A semana começou com o novo Kilombo, na segunda. Ontem teve um hack do YZE para a ambientação de Star Wars, hoje, quinta, tem Muito Abaixo do Oceano e amanhã, sexta... The Walking Dead.

quinta-feira, 13 de julho de 2023

Blade Runner

Blade Runner: The Role-Playing Game. Free League, 2023.

Ontem jogamos o novo Blade Runner RPG, seguem algumas impressões abaixo.

Usando o sistema de Mutant Year Zero, você faz um Blade Runner, humano ou replicante - com regras de montagem ligeiramente diferente entre ambos -, e acrescenta um arquétipo designando uma função, que também sugere um estilo de vida (enforcer para combatentes, doxi para analista de reações emocionais, etc.). O outro jogador fez um humano fixer, veterano há 8 anos na força policial, já eu montei um replicante doxi, recém-saído da embalagem - Comp e Arthur foram fáceis de se fazer, e divertidos de se jogar.

Na confecção dos personagens, mantendo o clima 'neon noir/cyberpunk' do cinema eee assim como do livro original, dentro da obra do Philip K. Dick, os personagens têm uma memória antiga que mexe com eles - e, no caso dos replicantes, implantada (por mais que via de regra eles saibam disso), podendo ser traumática -, que define algumas coisas de sua personalidade; além de estabelecer uma relação com uma pessoa real, harmoniosa ou mesmo violenta.

O sistema inclui bastante material a respeito de uma investigação policial, seus métodos e procedimentos - e o quanto cumpri-los ou não pode influenciar tanto em pontos de Humanidade (quando se ajuda pessoas) quanto de Promoção (quando se ajuda a própria corporação policial): de saída nesta sessão tivemos uma cena onde antecipávamos a burocracia (ah-hem) para levar a investigação adiante e pensamos num favor para oferecer a um outro oficial, que nos valeu um ponto de Promoção: sim, política interna conta.

R2D2, a.k.a. Arthur.

Achei, entretanto, o esquema de shifts/turnos de trabalho, estes os quais o trabalho de polícia é feito um pouco forçado para algumas ações se encaixarem ao longo de horas, ficando um pouco mecanicista demais para o meu gosto - mas eu entendo a intenção: se enrolamos demais, não fechamos o caso, que tem um prazo (medido em dias) pra ser resolvido. Não deixa de ser interessante, e realmente não é um impeditivo para eu querer continuar jogando.

O Blade Runner aqui continua sendo um policial de elite especializado na "aposentadoria" de replicantes recalcitrantes, mas se passando na época entre o primeiro e o segundo filme, a sociedade se mostra mais complexa - e esse policial também atua protegendo os direitos dos replicantes, especialmente a série Nexus 9, que vêm se provando bem mais... estáveis?

Por último, um blurb do site do RPG, cheio de referenciazinhas marotas ao filme original:

Set in the year 2037, the Core Rulebook begins the adventure shortly after the Wallace Corporation debuts the new Nexus-9 Replicants on Earth, giving you the choice to play as either human or Replicants.

As a member of the LAPD’s Rep-Detect Unit, you’ll face impossible choices and find beauty and humanity in the stubborn resilience to keep fighting. To persevere through pain. To agonize over itches you can’t scratch. To do questionable and extraordinary things, chasing after fleeting moments of love, hope, and redemption to be lost in time like tears in rain.

Other than that, it’s just a normal day on the force, so get to work and grab some noodles on the way. That stack of cases won’t crack itself. It’s a shame you won’t live long enough to solve them all.

But then again, who does?

Começamos com a aventura oficial Eletric Dreams, presente no starter set. Mais - espero - em quinze dias.