Mostrando postagens com marcador Blades in the Dark. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Blades in the Dark. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Tribe 8 de volta...

Tribe 8 is back!

... e com o sistema de Blades in the Dark (que acabei de falar), conforme notícia da Dream Pod 9, que aliás folgo em saber que, após um longo hiato, voltou às atividades. Mais informações aqui, mas já adianto seus contatos no face, twitter, insta, discord e email.

A DP9 noznoventa produziu ambientações ligadas ao tema dos mechas e militaria: Heavy Gear, Jovian Chronicles e Gear Krieg. Seu sistema resultou em um híbrido de RPG e wargame. Eficiência ou não em ambas as propostas, para Tribe 8 sempre me pareceu meio mão pesada.

Tribe 8 é um pós-apocalíptico carregado de misticismo, e me surpreendi ler na notinha que foram 23 suplementos para o título. O resumo oferecido é meio... resumidão rs mas faz parte. Tem um link pra wikipedia aqui com mais detalhes.

"O jogo conta o surgimento e tribulações dos Caídos - párias da sociedade criados pelas semi-deusas conhecidas como Fatimas - no rastro da liberação da Humanidade da escravidão dos seres demoníacos chamados Z'bri", 

No pós-apocalipse Z'bri, essas semideusas reuniram o que restou da Humanidade ao redor de si em 8 tribos. Uma delas morre em sacrifício, os jogadores faziam personagens por essa tribo, que se tornou de párias entre os párias - ao menos, se bem lembro. Cada Fatima incorporava um aspecto virtuoso, os pcs são originários de tribos mas por algum motivo caíram em desgraça com a virtude, a deusa - ou não necessariamente por algum motivo discernível. Lembro do meu personagem, um juiz nesse mundo que tinha um gosto exagerado por álcool, foi forçado a dar um veredito fajuto e por isso a deusa o renegou, indo parar na tal 8a Tribo.

O cenário ao redor é de cidades em ruínas, conhecimento sendo perdido, mato crescendo, poucas - e não muito confiáveis - pessoas ao redor, e ainda a evidência de que os Z'bri ou seus agentes estão por aí. 

Sendo ainda que tudo o que eu disse, ou o press release informou, não faz jus a um clima de estranheza que a ambientação transmite. Neste pinterest tem uma coleção de imagens do jogo, pra se dar uma ideia.

Capa da 1a. edição.

É um jogo bem bacana, com uma ambientação que sofreu um pouco na mão do antigo sistema. Olhando em retrospecto, faz mais sentido tê-la hoje em dia onde sistemas que fazem uma linha mais narrativista estão na ordem do dia. Boa sorte pra eles!

sábado, 16 de outubro de 2021

PbtA...

 

Logo do sistema em si.

... é a sigla para Powered by the Apocalypse (SRD in ingrish aqui), a mecânica de Apocalipse World e que se tornou aberta, já tendo diversos rpgs por aí - como o recém financiado Masks: A Nova Geração, no Brasil, pela Circuito Camaleão (insta, face, twitter, ludopedia).

Tenho encontrado rodas com certa frequência usando isto... a mais recente - ainda não jogada, mas com personagens feitos, já - é Spirit of 77, uma ambientação onde a tecnologia do OVNI de Roswell foi decifrada, ajudou os EUA a ganharem o Vietnã e ganhou o gosto do mercado negro. Tudo isso para, na verdade, fazer uma ambientação homenageando filmes e séries dos anos 70 (e um pouquinho de 80): Os Gatões, Irmãos Cara de Pau, A Supermáquina, Rocky - Um Lutador; inclusive sendo claro em suas referências e exemplo. Não pode faltar, aliás: blaxpoitation. Fiz um Vingador/X-Tech, significando uma cobaia fugitiva com implantes biônicos que luta contra o crime em seus próprios termos, mas troquei por um Good Ol' Boy/Humble Beginnings, um ás do volante com jeito de Velozes e Furiosos pré-(muita e irrecuperável) farofa. 

Tem muita coisa já com essa mecânica...

City of Mist tem uma variante fo PbtA para seus próprios fins. Tem uma ótima resenha sobre o que é aqui, pela tradutora do jogo no Brasil. Seu personagem é parte logos, parte mythos, significando que você entre o cotidiano da vida real e uma ligação divina à escolha. Essa ligação é desigual, cada uma com sua ameaça embutida. 

Outra ficha feita mas não jogada foi para Blades in the Dark, (SRD em português aqui), em que se faz um criminoso em uma pseudo-Londres vitoriana onde o Sol se apagou por um ritual que deu muito, muito errado. Pelo que vi, é uma mistura de Onze Homens e Um Segredo com Steampunk. Fiz uma mastermind/noble, que dá ordens aos demais personagens ao mesmo tempo que se disfarça de sua própria 'Mão Direita'.

Tenho, efetivamente, jogado Kult, que para a atual edição - também lançada no Brasil pela Buró - adotou o PbtA. Nóia, gore e zero possibilidade de redenção: apenas outra terça-feira, em se tratando desse jogo.

E joguei playtests para Muito Abaixo do Oceano (outro engine, mas ok) que detalharei depois.

Achei tudo bem interessante. Nos RPGs que vi, muito do sistema original parece ter sido adaptado. Em Muito Abaixo do Oceano, seleciona-se um arquétipo (no caso como Desbravador ou Mesmerista) e se otimiza com vantagens e skills. Já em Blades in the Dark e Spirit of 77, você pega dois arquétipos por personagem, o do seu atual papel e um a respeito de sua origem, e vê as vantagens correspondentes para somar no atributo, o rolamento é 2d6 em cima desse atributo, pra um número-alvo fixo. Se acertar, faça bem ou faça mais ou menos. O SRD original detalha skills à parte de atributos, me parece.

Como observou o GM de Kult, coisas de rpgista hipster...